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Escola SabatinaIndo fundo nas entrelinhas...

 

DOCUMENTOS

 

Diferença Entre "Allos" e "Heteros"

Abordada a partir de João 14:16

Texto extraído do site http://www.blueletterbible.org/, comentários de Jo 14:16.

Há uma diferença de significados, que a despeito das tendências evolutivas da linguagem, ainda assim pode ser observado em inúmeras passagens.

Allos expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie”; Heteros expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”. Cristo prometeu enviar “um outro consolador” (allos, “outro como Ele mesmo”, não heteros), Jo 14:16. Paulo disse: “Eu vi uma lei diferente” – heteros –, uma lei diferente daquela do Espírito de Vida (não allos, “uma lei de mesma espécie”), Rom 7:23.

Após a morte de José “um outro rei se levantou”, Heteros, um de caráter diferente, atos 7:18. Paulo falou de “um evangelho diferente (Heteros), o qual não é outro” (Allos, outro como aquele pregado) Gal 1:6,7. Vê-se Heteros (não Allos) em Mat 11:3; Atos 27:1; em Luc 23:32.  Heteros é usado para se referir aos dois malfeitores crucificados com Cristo.

As duas palavras são traduzidas aparentemente sem mudança em 1 Cr 1:16; 6:1; 12:8-10; 14:17,19, e.g., mas a diferença está presente, embora não tão facilmente discernível.

Elas não são intercambiáveis em 1 Cr 15:39-41; aqui Heteros é usado para distinguir a glória celestial da temporal – diferença usada para o gênero –, e Allos para distinguir a carne dos homens, dos pássaros, e peixes, em cada um dos casos a diferença é feita em gênero, não em espécie.

Allos é usado, de novo, para distinguir entre a glória dos corpos celestiais – diferença não no tipo, mas de classe.

Nota: a distinção resulta pelos compostos de heteros, a saber: heteroglossos (línguas estranhas) 1 Cr 14:21; heterodidaskaleo “ensinar doutrinas diferentes” 1 Tim 1:3; 6:3; heterozugo “cargas desiguais” (i.e., como aquelas de caracteres diferentes), 2 Cr 6:14.

Como se pode observar as diferenças entre Allos e Heteros são, em alguns casos, diferenças muito sutis. No caso de Allos, quando usada como Heteros, é apenas no sentido de realce, podendo, assim, ter seu campo semântico igualado ao de Heteros. Porém ao se analisar mais resignadamente os parâmetros lingüísticos das duas palavras, percebe-se sem sobra de dúvidas as definições citadas no segundo parágrafo.

Podemos ver também que o Allos quando usado em Jo 14:16, é no sentido de “ser de mesma espécie”, ou seja, especifica-se que é um ser também de mesma origem, com os mesmos atributos.

Este estudo não é apenas uma sugestão para revisão dos textos até aqui apresentados, e que oferecem algumas inadequações lingüísticas. Não quero com isso desfazer dos estudos até aqui apresentados, mas oferecer um recurso a mais para que a verdade possa ser revelada. -- Tradução e comentários de Luís Francisco Martorano Martini.

 

Farei um breve comentário sobre algumas afirmações deste artigo:

Allos expressa uma diferença numérica e denota “ser de mesma espécie”; Heteros expressa uma diferença qualitativa e denota “ser de espécie diferente”. Cristo prometeu enviar “um outro consolador” (allos, “outro como Ele mesmo”, não heteros), Jo 14:16. Paulo disse: “Eu vi uma lei diferente” – heteros –, uma lei diferente daquela do Espírito de Vida (não allos, “uma lei de mesma espécie”), Rom 7:23.”

Essa é a pura verdade: “Allos expressa uma diferença numérica e denota ‘ser de mesma espécie’”. Enquanto “Heteros expressa uma diferença qualitativa e denota ‘ser de espécie diferente’”.

“Em Luc 23:32. Heteros é usado para se referir aos dois malfeitores crucificados com Cristo.”

Essa é outra verdade. Aqui, Lucas está expressando que os dois crucificados eram de natureza diferente da do Messias, que juntamente com eles estava sendo crucificado. Porque de acordo com o  contexto, nos versos anteriores, o assunto é o Messias (versos 26-31). Contudo, o autor do artigo (e, o tradutor, esqueceu de estudar o contexto do Livro de João, as suas Epístolas, bem como o Livro de Apocalipse). João em todos os seus escritos, empregou a palavra “hetéra”, apenas uma vez em João 19:37. Mesmo assim, não fez referência a pessoa alguma. Foi utilizada como uma referência a Escritura Sagrada.

No entanto, a palavra “állos” foi utilizada, também, por João, com referência aos dois ladrões, que foram crucificados com o Messias. “Tomaram ele, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros” (állous) “dois, um de cada lado, e Jesus no meio”. (João 19:17-18).

“Podemos ver também que o Allos quando usado em Jo 14:16, é no sentido de “ser de mesma espécie”, ou seja, especifica-se que é um ser também de mesma origem, com os mesmos atributos.”

Essa conclusão do autor/tradutor é por inferência. E de uma maneira repetitiva. (Alguém disse e alguém repete sem conferir se é realmente assim). Como o apóstolo João usou vastamente esta palavra “állos”, no sentido numérico. Como alguém pode afirmar que esse outro é da “mesma espécie”, “mesma origem” e “com os mesmos atributos”?

O apóstolo João registrou as seguintes palavras do Messias: “Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro”  (állos) “vier em seu próprio nome, a esse recebereis”. (João 5:43 – AVR).

Esse outro ser, ao qual o Messias está referindo-se é o anticristo. Como então “állos” pode ser defendido como sendo outro igual da “mesma espécie”, “mesma origem” e “com os mesmos atributos”?

“Este estudo não é apenas uma sugestão para revisão dos textos até aqui apresentados, e que oferecem algumas inadequações lingüísticas. Não quero com isso desfazer dos estudos até aqui apresentados, mas oferecer um recurso a mais para que a verdade possa ser revelada.”

O autor/tradutor fala de “inadequações lingüísticas” sem citá-las. No entanto, esqueceu-se de um princípio básico – analisar o contexto lingüístico e gramatical do assunto que ele apresentou.

Portanto, não se pode defender o ensino do apóstolo João – em cima de uma palavra grega – buscando recursos de outros escritores, que utilizaram vastamente a palavra “hetéros” referindo-se a pessoas e grupos que estavam em oposição.

Eu poderia citar várias passagens em que o apóstolo João utiliza-se da palavra “állos” para falar de grupos e pessoas que estavam em oposição. (Confira Apoc. 12 – o sinal da Mulher e o outro “állos” do Dragão). 

O Outro Paráklētŏn: Um outro igual? Ou mais um ser?

Em primeiro lugar, quero deixar claro que as linhas que serão escritas, têm por base a Bíblia e EGW. Mas o assunto pode ser defendido, também, só com a Escritura Sagrada.

Em função das duas perguntas acima, temos alguns pensamentos para o assunto proposto como título. Primeiro: segundo o pensamento oficial da IASD, o vocábulo Paráklētōn, trata-se de “Um outro  Ser igual” com a Natureza igual a do Messias. Ou seja, um Deus. Segundo: para outros, trata-se da personalidade divina do Messias. Pois, Ele era e é um Ser Divino-Humano. Terceiro: para alguns, no entanto, vêem no Paráklētōn, o Espírito Santo, apenas um poder, uma força ou uma emanação do Pai e do Filho. Quarto: uns declaram: trata-se da mente de Elohym. Quinto: contudo, segundo vários textos da Escritura Sagrada e do Espírito de Profecia, posso dizer, trata-se de mais um ser que foi chamado para estar ao nosso lado e nos auxiliar, nos ajudar nesta luta cósmica contra os poderes das trevas – Satanás e os seus anjos. O significado etimológico: chamado para o lado; chamado para junto de; etc.

Não irei abordar detalhadamente ou talvez nem aborde todos os pensamentos citados. Contudo, já tenho, sobre a palavra ’′Allos em todos os escritos do apóstolo João e em algumas passagens de outros escritores neotestamentário, um estudo a parte (dentro de um outro com o título de O OUTRO CONSOLADOR).

Transcreverei, abaixo, as quatro passagens onde encontramos a vocábulo Paráklētōn. Que as versões traduzem de diferente maneiras: Paráclito, Consolador ou Ajudador. Dentro do seu contexto imediato.

“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.” (João 14:15-20 - AVR).

Nesses primeiros versos, temos que fazer algumas mudanças de pontuação, grafia e mesmo substituição de palavras. Então ficaria assim:

Se me amardes, guardareis os meus mandamentos e eu rogarei ao Pai kaì ’′Allov Paráklētŏn dōsei hymîn (e outro Ajudador dará a vós ou e um outro Ajudador dará a vós), para que esteja convosco para sempre, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê (considera; observa; etc.) nem conhece; vós o conheceis, porque ao lado de vós permanece, e estará entre vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais; mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis. Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

Nessas passagens, temos muitos detalhes. Primeiro: Só receberá o Paráklētŏn, aquele que guarda os mandamentos de Elohym. Segundo: o Filho é quem irá rogar ao Pai. Terceiro: E Eu rogarei ao Pai, e outro (um outro) Paráklētŏn, dará a vós. Quarto: para que esteja convosco para sempre. Quinto: o Paráklētŏn é chamado de espírito da verdade. Sexto: somente o “mundo” não pode receber o Espírito da Verdade. Sétimo: o “mundo” não vê nem conhece o Espírito da Verdade. Oitavo: os apóstolos conheciam o espírito da Verdade. Nono: o Espírito da verdade permanecia ao lado dos apóstolos. Décimo: o Espírito da Verdade continuaria entre os apóstolos (dentro do grupo, da Igreja), e não dentro de cada um. Décimo primeiro: os apóstolos não ficariam órfãos; voltarei (aparecerei; manifestarei; etc.) a vós. O Messias iria ressuscitar. “A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas concernentes ao reino de Deus”. (Atos 1:3 – A Bíblia Anotada, ARA). Décimo segundo: o “mundo” não o veria mais. Ele iria manifestar-Se somente aos seus discípulos. Décimo terceiro: o Messias declara: “mas vós me vereis, porque eu vivo, e vós vivereis”. O Messias está falando da Sua ressurreição e de todos aqueles que crêem nEle.

Após a Festa do Pentecostes,  o Messias, também, manifestou-Se ao apóstolo Paulo e ao apóstolo João, na Ilha de Patmos. Bem como, Estevão, cheio do Espírito Santo, declarou: “Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus”.

O EGW assim declara:

“Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de Satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.’ Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Esse é o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra. ‘Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros.’ Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. É o ‘Filho do homem’, que partilha do trono do Universo. É o ‘Filho do homem’, cujo nome será ‘Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz’. O EU SOU é o Árbitro entre Deus e a humanidade, pondo a mão sobre ambos. Aquele que é ‘santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores’, ‘não Se envergonha de nos chamar irmãos’. Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu Se acha abrigado na humanidade, e esta envolvida no seio do Infinito Amor”. (WHITE, Ellen G. O Desejado de Todas as Nações. 20ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1997. pp. 25-26.).

Portanto, o Filho do Homem que Estevão contemplou “em pé à direita de Deus”, não era a Sua natureza humana, bem como o estar cheio do Espírito Santo não era a natureza divina que se encontrava aqui. O Messias é a única Pessoa que possui uma natureza Divino-Humana. 

“Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou. Estas coisas vos tenho falado, estando ainda convosco. Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu”. (João 14:24-28 – AVR).

Aqui, também, observaremos alguns detalhes. Primeiro: somente os que amam o Messias guardarão as Suas palavras.  Segundo: as palavras do Messias, não são dEle, mas do Pai que O enviou.Terceiro: o Paráklētŏs é chamado de: “o Espírito Santo”. Quarto: o Espírito Santo seria enviado em nome do Messias. Quinto: o Espírito Santo ensina todas as coisas, faz lembrar de tudo quanto o Messias ensinou.

Uma pessoa não envia a si mesmo.

Portanto, o Paráklētŏs não pode ser uma pessoa destituída de personalidade, porque ele ensina e faz lembrar, porém não se trata nem do Pai e nem do Filho. Basta lembrarmos da morte de Estevão.

Contudo, temos que entender que a salvação é individual e portanto, cada promessa e cada passagem da Bíblia, também, em primeiro lugar é dirigida para cada pessoa.

Em Suas promessas e advertências, Jesus Se dirige a mim. Tanto amou Deus ao mundo, que deu o Seu Filho unigênito, para que eu, crendo, não pereça, mas tenha a vida eterna. As experiências relatadas na Palavra de Deus devem ser minhas experiências. Oração e promessa, preceitos e advertências, pertencem-me”. (Ibidem. . pp. 390.).

“ ... Agora o Céu enviara seu mensageiro para anunciar que essas orações estavam prestes a ser atendidas ...”. (Ibidem. p. 98.).

“... Maravilhoso pensamento - que o anjo que ocupa, em honra, o lugar logo abaixo do Filho de Deus, é o escolhido para revelar os desígnios de Deus a homens pecadores”. (Ibidem. p. 99.).

Foi Gabriel, o anjo que ocupa a posição imediata ao Filho de Deus, que veio com a divina mensagem a Daniel. Foi Gabriel ‘Seu anjo’, que Cristo enviou a revelar o futuro ao amado João; e é proferida uma bênção sobre os que lêem e ouvem as palavras da profecia, e observam as coisas ali escritas”. (Ibidem. p. 234.).

Antes da manifestação do mal, havia paz e alegria por todo o Universo. Tudo estava em perfeita harmonia com a vontade do Criador. O amor a Deus era supremo; imparcial, o amor de uns para com outros. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um na natureza, no caráter e no propósito - o único Ser em todo o Universo que poderia entrar nos conselhos e propósitos de Deus. Por Cristo, o Pai efetuou a criação de todos os seres celestiais. ‘NEle foram criadas todas as coisas que há nos céus ... sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades’ (Col. 1:16); e tanto para com Cristo, como para com o Pai, todo o Céu mantinha lealdade. ...”.

Houve, porém, um ser que preferiu perverter esta liberdade. O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu”. (Idem. O Grande Conflito. 36ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1988. p. 493.).

Adão e Eva estavam encantados com as belezas de seu lar edênico. Eram deleitados com os pequenos cantores em torno deles, os quais usavam sua brilhante e graciosa plumagem, e gorjeavam seu feliz, jubiloso canto. O santo par unia-se a eles e elevava sua voz num harmonioso cântico de amor, louvor e adoração ao Pai e a Seu amado Filho pelos sinais de amor ao seu redor. Reconheciam a ordem e a harmonia da criação, que falavam de sabedoria e conhecimento infinitos”. (Idem. História da Redenção. 3ª Santo André – SP, CPB, 1991. p. 22.).

Adão e Eva asseguraram aos anjos que nunca transgrediriam o expresso mandamento de Deus, pois era seu mais elevado prazer fazer a Sua vontade. Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador”. (Ibidem. p. 31.).

“O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra”. (Salmos 34:7 - AVR).

“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra”. (Salmos 91:11-12 –AVR).

“A sua alma se vai chegando à cova, e a sua vida, aos portadores da morte. Se com ele, houver um anjo intercessor, um dos milhares, para declarar ao homem o que lhe convém, então” “terá compaixão dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate”. (Jó 33:22-24 – RAC e AVR).

“Quando vier o Ajudador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que do Pai procede, esse dará testemunho de mim; e também vós dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio”. (João 15:26-27 - AVR).

Aqui, também, temos detalhes. Primeiro: o Paráklētŏs viria, porque seria enviado. Segundo: mais uma vez ele é chamado de Espírito da Verdade. Terceiro: ele procedia do Pai. o Pai é a última instância, é a Autoridade Suprema. Quarto: o Paráklētŏs dá testemunho do Messias. Quinto: os discípulos também deram testemunho. Sexto: O testemunho verdadeiro é de quem esteve com o Messias. Ou seja, o Espírito da Verdade e os (apóstolos) discípulos.

“Tenho-vos dito estas coisas para que não vos escandalizeis. Expulsar-vos-ão das sinagogas; ainda mais, vem a hora em que qualquer que vos matar julgará prestar um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim”. (João 16:1-3 – AVR).

Aqui, nesses três versos, temos algumas afirmações. Primeira: Pessoas sinceras seriam expulsas das sinagogas, bem como hoje muitas estão sendo expulsas das igrejas. Segunda: as pessoas que fazem isso, fazem por ignorância. Elas pensam estar prestando culto a Elohym. Terceira: Mas na verdade, elas não conhecem nem o Pai nem o Filho.

“Mas tenho-vos dito estas coisas, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que eu vo-las tinha dito. Não vo-las disse desde o princípio, porque estava convosco. Agora, porém, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Antes, porque vos disse isto, o vosso coração se encheu de tristeza”. (João 16:4-6 - AVR).

Outros detalhes. Primeiro: o Messias avisou antes do acontecido. O aviso, também é valido para hoje. Segundo: o Messias iria voltar para o Pai que lhe havia enviado. E os discípulos já estavam informados. (Capítulos 14 e 15).

“Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais, e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado”.

Esses são os detalhes que abrirão mais os nossos olhos, no que diz respeito ao Paráklētŏs. Primeiro: o Paráklētŏs só viria, se o Messias fosse vitorioso. Segundo: o Messias promete (caso ele voltasse, ou seja, vencesse o pecado e a morte) enviar o Paráklētŏs. Terceiro: o Paráklētŏs iria convencer o mundo por meio dos discípulos do Messias. Porque o mundo não pode receber o Paráklētŏs. (João 14:17 – Mas só recebe quem ama e guarda os mandamentos do Messias João 14:16 e 24). Quarto: convencer do pecado – porque o mundo não crê no Messias. Quinto: convencer da Justiça, porque o Messias voltou para o Pai e não iria mais ser visto pelo mundo. Sexto: do juízo, porque Satanás foi vencido na cruz do Calvário.

“Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora”.

Os apóstolos, ainda não estavam preparados para conhecer toda a verdade sobre o Messias e o Seu reino.

“Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso eu vos disse que ele, recebendo do que é meu, vo-lo anunciará. Um pouco, e já não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis”. (João 16:5-16 – AVR).

Aqui, nessas últimas passagens, vamos destacar mais alguns detalhes que nos abrirão definitivamente os nossos olhos no que diz respeito ao Paráklētŏs. Primeiro: ele viria. Segundo: ele é chamado, mais uma vez de Espírito da verdade. Terceiro: ele guia a toda a Verdade. Logo, ele não é toda a verdade. Quarto: Porque não (ŏủ)falará por si mesmo. Quinto: Só vai falar o que ouvir. Sexto: ele anuncia o que vai acontecer porque ouviu. Sétimo: ele glorificará o Filho. Oitavo: Porque vai receber a mensagem do Filho. Nono: Tudo o que o Pai tem também pertence ao Filho. Décimo: por isso é que ele recebe do que é do Filho.

“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João”. (Apoc. 1:1 -AVR).

“Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: Amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram”. (Apoc. 5:13-14 – AVR).

Portanto, o que a Bíblia e o Espírito de Profecia declara é que o Espírito Santo, o Paráklētōs tem personalidade. Sendo portanto uma pessoa ou um ministério. No caso representa o ministério dos anjos, o qual é representado pela terceira pessoa - o anjo Gabriel, que não é Criador, não deve ser adorado e portanto não é Elohym.

Diante disso, podemos afirmar que o Messias prometeu rogar ao Pai para que Ele enviasse mais um Paráklētōn e quantos necessários fossem, sempre em adição, jamais em substituição ao Messias. Porque Ele é não tem substituto.

Deixarei algumas perguntas ao leitor e estudante da Escritura Sagrada, mas primeiro, vou transcrever três versos da Bíblia. As perguntas serão em função deles.

Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo quanto Jesus começou a fazer e ensinar, até o dia em que foi levado para cima, depois de haver dado mandamento”, (AVR) “por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera”; (ARA) “aos quais também, depois de haver padecido, se apresentou vivo, com muitas provas infalíveis, aparecendo-lhes por espaço de quarenta dias, e lhes falando das coisas concernentes ao reino de Deus”. (Atos 1:1-3 – AVR).

Quando que o Messias deu mandamento (mandato; ordem; instrução) aos apóstolos por intermédio do Espírito Santo? Qual o mandamento (mandato; ordem; instrução)? Por quê? Onde? Como?

Não existe consolador como Cristo, tão terno e tão verdadeiro. ...”.  (Idem. E Receberei Poder. 1ª ed. Tatuí – SP, CPB, 1999. p. 130.). -- Josiel Teixeira Lima.

 

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